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Guerreiros são matéria no JORNAL DO COMMERCIO

Neste domingo dia 23 de novembro, o Jornal do Commercio divulgou reportagem sobre os projetos realizados pelos Guerreiros do Passo. O texto faz alusão às oficinas mantidas nas cidades do Recife e Olinda, e expõe as dificuldades para a realização e manutenção dos trabalhos nas comunidades. Leia a reportagem na íntegra a seguir.

Frevo é ensinado na praça
Publicado em 23.11.2008

Sem espaço fixo para aprender o ritmo, grupos improvisam aulas nas vias públicas de bairros da Zona Norte e reclamam da falta de incentivo

É no meio da Praça Tertuliano Feitosa, no bairro do Hipódromo, Zona Norte do Recife, que a estudante Emilly Geovana dos Santos, 8 anos, tem aulas de frevo. É durante a noite na Rua Jerônimo Serpa, no bairro de Peixinhos, em Olinda, que Marina Cavalcanti Oliveira, 10, ensaia o ritmo para a próxima apresentação do Grupo Guerreiros do Passo, projeto criado há três anos por quatro professores de dança. As aulas acontecem duas vezes por semana durante três horas, para dezenas de pessoas, entre 5 e 40 anos.
"Não temos espaço certo para as oficinas de dança. Vamos criando ambientes em lugares públicos", comenta o coordenador do Guerreiros do Passo, Eduardo Araújo. Há um ano, o grupo de professores também ensinava no pátio de uma escola em Rio Doce, Olinda, mas as aulas foram suspensas por falta de verba.
"Não tínhamos como pagar as passagens dos instrutores. Pensei que com a transformação do frevo em patrimônio imaterial, pudéssemos vislumbrar algum apoio institucional, mas não tivemos nada. Buscamos em todos os órgãos incentivo para a manutenção dos trabalhos e até agora nenhuma resposta", conta Eduardo.
É com a ajuda dos avós, a dona de casa Rosa Maria dos Santos, 60, e o aposentado Geraldo Cabral Cavalcanti, 64, que a aluna Marina participa dos ensaios. "Isolamos a rua de noite e desviamos o percurso dos carros para que possam dançar em paz. Além disso, colocamos dois refletores na via e servimos água para o pessoal. Quando chove as aulas são na garagem", informa a avó.
Os encontros acontecem todas as sextas-feiras a partir das 14h e aos sábados às 19h. "Adoro dançar. Como não faço outra atividade fora da escola minha avó decidiu me colocar para participar do Guerreiros", diz Marina, que freqüenta as aulas desde os 6 anos. Além das aulas práticas, os alunos também recebem lições sobre a história do frevo e seus principais representantes.
O artesão Jorge Alberto Alves, 29, morador de Campina do Barreto, Zona Norte, também é aluno do grupo. Ele utiliza o dom da profissão para consertar as sombrinhas doadas aos alunos que não podem comprar. "Já nem sei quantas sombrinhas passaram pelas minhas mãos, mas tem uma hora que não tem jeito, o remendo não dá conta", afirma ele, que dança de pés descalços para não desgastar a única sapatilha que possui. "Deixo para as apresentações."

Um comentário:

  1. É no sufoco mesmo que se faz. Mas não precisava ser com tanto sufoco, não é? kkkk... Então tem de denunciar, de mostrar àqueles que tem responsabilidades com a causa que eles estão ausente. Agora, uma coisa é certa: sem um movimento organizado fica mais difícil ainda. Daí que agregar grupos distintos, agremiações diversas, pessoas compromissadas e envolvidas com o frevo é, a meu ver, único caminho no momento para fazer maior pressão sobre as istituições públicas para que cumpram o que determina a lei: uma política pública específica para o frevo que contemple todos os seus praticantes/difusores desta expressão.

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