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PAÇO DO FREVO - Reportagem do Jornal do Commercio

Do chefe de editoria do JC!
Publicado em 19/11/2008
Cadê o Paço do Frevo?
O culto ao samba como grande expressão da musicalidade e da alegria dos brasileiros gerou o sambódromo no Rio e em São Paulo. A maior festa popular do Amazonas, o Festival de Parintins, deu origem ao bumbódromo, nos mesmos moldes de espetáculo para alguns dançarem e a grande massa ver. Entre nós não se fala em frevódromo, até porque a música tipicamente pernambucana dispensa palcos e passarelas. Ela faz parte do melhor dos nossos carnavais e agita todos os foliões, sem arquibancadas e assistência. Mas ao completar 100 anos, em 2007, a Prefeitura do Recife anunciou que iria construir o Paço do Frevo, destinado a funcionar como museu e espaço cultural, já que nosso ritmo dispensa formalidades como tempo de desfile, comissões, carros alegóricos, enredos e tantas coisas mais que engessam a folia carioca numa moldura.
Entretanto, apesar de anunciado com muita pompa em fevereiro de 2007, o nosso Paço do Frevo não saiu do papel. A Prefeitura do Recife alega falta de recursos para tocar a obra – orçada em R$ 7,5 milhões. Se um dia vier a ser concretizado, o Paço terá salas para exposições temporárias e permanentes, biblioteca, laboratório de pesquisa, café, auditório, estúdio para gravações, salas para ensaios e oficinas de dança e música. Um projeto maravilhoso que precisa se tornar realidade, tanto pela importância do frevo na vida dos pernambucanos quanto por representar uma potencial referência da cultura brasileira com a possibilidade de incentivar a revelação de talentos musicais e de fazer do Paço um instrumento criativo, produtivo, até gerador de renda.
O nosso "frevódromo" deve funcionar em um casarão da Praça do Arsenal, no Bairro do Recife, com quatro andares e 2.200 metros quadrados, construído no início do século 20 pela Western Telegraph Company, que deixou de atuar no Recife em 1973. A prefeitura desapropriou o prédio há mais de um ano e está contando com a Fundação Roberto Marinho para ajudar a arrecadar recursos para a execução do projeto. Alguns itens dependem de instituições federais, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pelo que seria interessante que nossas lideranças em Brasília – sempre tão sintonizadas em tempos eleitorais, algumas conquistando realce pela atuação no Congresso, outras ocupando importantes postos no Executivo – dessem agora, sem a preocupação com votos, um empurrãozinho no que representa uma notável tarefa cultural.
O frevo, sabe nossa elite política, tem presença marcante na história de Pernambuco. Sua importância mudou, inclusive, a característica dos nossos grandes jornais, que passaram a dar páginas e mais páginas sobre folia, com caricaturas, desenhos e cores, quando o noticiário da cidade era tímido, quase não se falava em esportes, e não havia nada parecido com o que há hoje em noticiário político ou social. Outra característica marcante de nosso ritmo carnavalesco era a sua mistura com a sátira política, envolvendo nomes que fazem parte de nossa história. Com esses personagens e o que ficou do cenário de nossas ruas centrais, engalanadas para o frevo passar, as figuras curiosas, as fantasias bizarras, os apetrechos com que jovens e velhos enchiam os salões de bailes, com os estandartes que puxavam multidões, dá para antecipar apenas um pouco do muito que o Paço pode representar para a preservação da mais popular expressão musical de Pernambuco.
Por isso o Paço não há de ficar apenas no papel ou em promessas jogadas para o futuro. A prefeitura diz que no final do ano começa a recuperar o sobrado da Praça do Arsenal e em 18 meses ficarão prontos os trabalhos. Vamos conferir. Essa não é uma obra de prefeito tal ou qual, mas uma tarefa de Pernambuco e cabe o envolvimento de todos os setores, inclusive da atividade privada. O Paço – ao contrário dos sambódromos que só parecem ter vida em tempo de carnaval – será uma vitrine com grande variedade de produtos tipicamente pernambucanos exposta o ano inteiro.

Um comentário:

  1. Muito bem colocado as suas palavras, espero que esse projeto seja levado para frente e não fique apenas no papel, pois o frevo tem historia e essa historia deve ser conhecida por todos os Pernambucanos.

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