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Já vem a tradicional enxurrada de eventos de axé e pagode pós-carnaval.

ARTIGO
Bem acabaram as festas, desfiles e shows musicais nas cidades do Recife e Olinda, e já deram inicio aos eventos chamados de pós-carnaval, como: Festa da Ressaca, Selinho não é gaia, Caldeirão Mix, Recife Mania Festa, Não Acredito que Te Beijei entre outros.

Apresentações e uma seleção repleta de artistas e sons que invadem nossos ouvidos durante o ano todo, e de tanto nos infernizar tocando repetitivas vezes em rádios, tv’s e na internet, não é difícil imaginar que nos peguem também cantarolando seus versos e letras fáceis de memorizar, afinal, é pra isso que elas existem, para nos transformar em lucrativos e radiantes ouvintes. Tudo bem, estamos numa democracia, temos o direito de sermos bobocas.

Sonho com um dia em que nossa música possa tocar também depois do carnaval, como o forró, o axé e o pagode. Nada de bairrismos, não importa que tenham espaço, mas, cadê o frevo, o coco, maracatu? Será que estes ritmos só são bons de ouvir e dançar nas prévias e durante o período momesco? Na prática não me parece que seja assim.

Seria preconceito dos produtores e preguiça cultural de alguns foliões? Será que há uma articulação para sufocar nossos valores? Será que somos ingênuos? Bobos? Burros? Ou somos massa de manobra de um marketing voltado para nos transformar em consumidores dementes de produtos descartáveis, com uma propaganda intencional, sobretudo para nos fazer pensar que somos o que nunca desejamos ser, ou escolher o que jamais pensamos ter?

Creio que aqui existam muitas interrogações para poucas respostas elucidativas. Mas, podemos tentar... Antes foi Reboletion, ano passado Foge Mulher Maravilha, este ano Assim você me mata, e as peças vão se sucedendo, e o que é nosso cada vez mais desvanecendo.

Na verdade, o que mais incomoda não é o sucesso alheio, e sim, o desajuste e desequilíbrio com que são tratadas as manifestações da nossa região. O bom seria que todos tivessem o mesmo espaço e condições iguais de concorrência, o que nunca acontece. Deveríamos começar pela revisão dos contratos de artistas que vem de fora para participar dos eventos patrocinados pelos poderes públicos. Uma extraordinária disparidade se compararmos o tratamento que é dado aos artistas e grupos da terra. Depois, quem sabe, rever as concessões públicas das emissoras de rádio e tv, sugerindo e incentivando uma parte da programação para a propagação dos artistas e gêneros musicais do nosso povo.

Não pensem que estamos isentos de responsabilidades com o que está acontecendo. Este fenômeno também é, de alguma forma, proveniente do nosso descaso em não dar valor e reivindicar mais espaço nas mídias para os valores locais. Vejo muita gente anunciando e propagando nas redes sociais eventos do tipo citado aqui no texto, e não demonstram nenhuma disposição em divulgar ou repassar informações sobre acontecimentos e shows da nossa cultura. Como querem depois que esses grupos e artistas sobrevivam e se mantenham na mídia? Depois não reclamem que eles sumiram do carnaval ou não estão nos Polos carnavalescos de sua preferência.

Não acredito que isso seja um acontecimento natural das transformações culturais ou um processo inevitável dos tempos. Posso apostar que há interferência sim e interesses escusos em obter ganhos exorbitantes em cima de uma população sofrida, acostumada a uma política ideológica de valores culturais duvidosos, voltados especialmente para dominar não somente seu dinheiro, mas também, sua mente.

Eduardo Araújo

Um comentário:

  1. Sou o tipo de pessoa que antes de ser brasileiro já me sentia pernambucano,devoto do frevo,abnegado da legítma cultura de nosso estado.Um povo que tentam extrair as suas origens,se torna um povo sem indentidade,mesmo em um Estado culturalmente riquíssimo que é o nosso.De toda nossa divercidade cultural,só resiste ao tempo o FREVO que enverga mas não quebra e o Rei do Baião LUIZ GONZAGA,porém temos outros que por ingratidão não são se quer lembrados.Vou dar um exemplo,o paraensse "ARY LOBO",que foi um mito cantando forró,caiu no esquecimento,o próprio NELSON FERREIRA só é lembrado quando é cantado Evocação Nº1,na realidade para mim foi o mais completo compositor do carnaval de Pernambuco,outro chama-se LEVINO FERREIRA,não para por aí o estrumentista FELINHO,um dos pais do frevo "CAPITÃO ZUZINHA",os IRMÃOS VALEÇAS...
    Não tenho formação acadêmica,sou um eletricista na profissão,mas carrego comigo uma causa defender primeiro o FREVO,depois todas as manifestações culturais genuinamente pernambucanas,a minha arma é um guarda-chuva e com os pés vou escrevendo atraves de passos de frevo o que chamo de arte pura,a rua pode se chamar de aquarela,o pincél são as pernas e o quadro vai se chamar CARNAVAL DE PERNAMBUCO,palavras de um passista de rua que achou um grupo compromissado pela causa "OS GUERREIROS DO PASSO".

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