NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!

Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.

UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?

OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.

A FORÇA DA CAMISA AZUL

Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...

MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO

O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...

FOCO NO APRENDIZADO

Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...

News - Camisas com a marca do grupo estão à venda por R$20 reais. / Site dos Guerreiros ultrapassa 300 mil visitas. / VOCÊ GOSTOU DO SITE? JÁ PARTICIPOU DE ALGUMA ATIVIDADE NOSSA? TEM ALGUMA SUGESTÃO? COMENTE, MANDE SUA MENSAGEM POR E-MAIL OU PELAS REDES SOCIAIS. DÊ SUA OPINIÃO E NOS AJUDE A APRIMORAR NOSSAS AÇÕES COM O FREVO. CERTAMENTE ISSO NOS AJUDARÁ BASTANTE A ENRIQUECER TODO O TRABALHO. OBRIGADO!

Despertamos do berço esplêndido


É, parece que a nação brasileira acordou mesmo. Mas com uma diferença. De repente os políticos viraram mote para plataforma de indignação de todo brasileiro insatisfeito com a falta de investimentos sociais, aumentos de passagens e uma série de outras importantes demandas que tradicionalmente são desrespeitadas no nosso país. E nas redes sociais não é diferente. 

Desta vez, nossos revolucionários não estão engajados por temas exteriores e nem sendo levados por discursos de uma ilusória paz mundial ou pelas injustiças praticadas contra o povo palestino. Apesar de serem legítimas, as questões externas não tocavam na sinceridade da opinião pública e não se constituíam como fortes motivadoras dos anseios locais, figurando mais como um costume de alguns dos nossos jovens em querer entrar na onda dos outros, numa mania brasileira de sempre viver a imitar a moda de fora. O momento presente nos indica que o tempo de alienados se foi. Será? Passamos um longo período preocupados com os queixumes de lá, e tínhamos esquecido da precariedade dos serviços públicos de cá, e da má gestão dos recursos administrados pelos nossos governantes.

Espero que a luta não esmoreça logo depois da empolgação do momento, desejando que sejamos fiéis partícipes dos levantes iniciados no sul, mostrando que no Nordeste também existem muitos mais motivos para reivindicar. Aproveitemos a grande mídia que se encontra no país pelo advento da Copa das Confederações, e mostremos que aqui, além de futebol, carnaval e coisa e tal, também corre sangue insurgente nas veias do povo.

Tenhamos consciência que falta muita coisa, é apenas o início. Mas, finalmente estamos começando a fazer a tarefa de casa.
Eduardo Araújo

Passistas buscam novas oportunidades com os festejos juninos

Atualmente estamos assistindo vários artistas do frevo migrando para as quadrilhas juninas. Coreógrafos, dançarinos e carnavalescos de esferas distintas buscam um território mais propício para suas habilidades profissionais. E os passistas? Acostumados com a procura da notoriedade pessoal e de um maior destaque em suas exibições individuais, como estão lidando num universo cultural onde o segredo do sucesso é o coletivo? Administrar egos num ambiente onde o conjunto é o elemento fundamental parece ser um grande desafio.

Talvez por serem polivalentes e de grande capacidade artística, possam transitar por caminhos outros que não sejam aqueles que foram responsáveis pelo início de sua vida coreográfica. Ou quem sabe, um indício de uma conformação de suas frágeis aptidões, ou ainda, uma saída para o “mesmificado” mundo da dança local.

É importante frisar que não importa os motivos que faz alguém escolher essa ou aquela direção. Acredito que ninguém esteja errado por isso. O negócio aqui é fazer uma reflexão sobre o novo comportamento e os componentes motivadores dessas novas escolhas. Trabalhar e se manter artisticamente numa cidade com índices de apoio cultural tão insignificantes, possa ser um fator preponderante para o fenômeno.

Do mesmo modo, não podemos desprezar a inclinação espontânea de certos indivíduos em querer aventurar-se por caminhos múltiplos, sem pretender dedicar-se exclusivamente a uma única vertente da dança. Muitas vezes, alguns nem gostam de serem chamados de passistas, e creio que o façam não propositalmente, mas, imagino que seja uma negação involuntária de uma condição que tenderia a diminuir a sua apreciação como um bom profissional. Até o termo “dançarino popular” tem sumido, optando muitas vezes pela denominação de bailarino. Uma pena, pois vi muitos que estão ai principiando como passistas, e hoje, estando numa situação mais favorável, não demonstram absolutamente nenhum orgulho disso, preferindo a expressão em moda, por achar que a mesma se acomoda melhor ao conceito de um verdadeiro artista e adaptável às novas oportunidades que possam surgir.

Diferentemente de outros, reconheço alguns que têm satisfação imensa em ter nascido no mundo da dança como passista, e mesmo que enveredem por caminhos diferentes, serão sempre ferrenhos defensores a exaltar a natureza da sua origem. 

Enquanto isso, entendo que é cada vez mais inviável construir uma história sólida nas manifestações populares, com artistas em busca de novas experiências e donos de habilidades admiravelmente tão diversas, porém, incapazes de prestar especial dedicação a uma única arte. Consagrar num futuro próximo “mestres da dança” também parece ser uma tarefa quase irrealizável. Em dado momento são “quadrilheiros”, em outro, brincantes de pastoril, atores da encenação da paixão, e assim vão, navegando em cada onda que aparece, até chegar o próximo carnaval.
Eduardo Araújo

O Brasão dos Guerreiros do Passo

Conheça uma particularidade especial da marca do grupo
Imagem da ilustração antes da reforma da Praça do Hipódromo
Foto captada pelo Google Street View em janeiro de 2012
O símbolo que representa uma sombrinha de frevo na marca dos Guerreiros do Passo, vem chamando a atenção e produzindo certa estranheza naquelas pessoas que não estão acostumadas com o desenho pouco habitual do instrumento principal do passista. 
Como foi muito bem explicado no Conceito da Marca, disponível aqui no blog, a identidade visual dos Guerreiros, além de ter sido idealizada com elementos característicos do nosso ritmo, levou uma forte influência da Praça do Hipódromo, tendo recebido a reprodução de uma ilustração existente na pavimentação da mesma.

O designer JORGE HOPPER, quis vincular simbolicamente este fragmento gráfico na identidade visual do grupo, visto que a Praça representa grande importância e carrega valiosa estima por todos que integram os Guerreiros do Passo. A vinheta, como é chamada pelo profissional criador, é uma ilustração originada das famosas “calçadas de pedras portuguesas”, e sua implantação na nossa cidade remonta às primeiras décadas do século XX, quando o Recife passava na época por uma reforma urbanística. As gravuras exibiam temas diversos, muitas delas alusivas à formas alegóricas da história clássica, disponibilizadas num verdadeiro museu a céu aberto.

Calçada do Parque Treze de Maio
Infelizmente, o descaso imposto pelos poderes públicos tem reservado tratamento inadequado a estes exemplares singelos do nosso chão, ficando cada vez mais raro observá-los pelas ruas e pátios da cidade.
E a Praça Tertuliano Feitosa (conhecida como Praça do Hipódromo) também passou recentemente por uma desrespeitosa ação de descaracterização do seu Projeto arquitetônico. Com a reforma realizada na Praça em 2012, a Prefeitura do Recife, na gestão do prefeito João da Costa, alterou o projeto original dessa ilustração no piso do lugar, inserindo um gráfico diferente do anteriormente colocado. O fato lamentável passou despercebido pela comunidade e nem sequer provocou alarido perante àqueles que deveriam salvaguardar a memória cultural do nosso povo.
Rua Marquês de Olinda, Recife Antigo

Graças a alguns registros fotográficos, foi possível recuperar a imagem do formato antigo da vinheta, e com isso, podemos eternizá-la aqui, já que a Prefeitura não o fez na prática. Como demonstração, disponibilizamos outras figuras que ainda estão expostas nos calçamentos do centro da cidade, inclusive, algumas bem parecidas e outra idêntica a que foi utilizada na marca dos Guerreiros. Ela fica na calçada que circunda a Câmara de Vereadores do Recife.
Calçada da Câmara Municipal do Recife - Novembro de 2011



O carnaval do Recife, intimamente ligado às agremiações pedestres, foi construindo sua história através desses calçamentos e sobre os paralelepípedos impregnados de confetes e serpentinas de glórias, traduzindo a base de todas as nossas tradições culturais. Ali passaram cortejos triunfantes e passistas inesquecíveis escreveram suas biografias sob delirante euforia momesca. E tudo isso agora passa a existir poeticamente no coração e na alma de todos os Guerreiros do Passo, simbolizado por um “Brasão”, um “selo de originalidade”, que em conjunto com o todo da marca, nos conduzem a uma composição visual única, surpreendente e absolutamente com a cara do Frevo pernambucano. Viva o Guerreiros do Passo!

Eduardo Araújo