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Passistas buscam novas oportunidades com os festejos juninos

Atualmente estamos assistindo vários artistas do frevo migrando para as quadrilhas juninas. Coreógrafos, dançarinos e carnavalescos de esferas distintas buscam um território mais propício para suas habilidades profissionais. E os passistas? Acostumados com a procura da notoriedade pessoal e de um maior destaque em suas exibições individuais, como estão lidando num universo cultural onde o segredo do sucesso é o coletivo? Administrar egos num ambiente onde o conjunto é o elemento fundamental parece ser um grande desafio.

Talvez por serem polivalentes e de grande capacidade artística, possam transitar por caminhos outros que não sejam aqueles que foram responsáveis pelo início de sua vida coreográfica. Ou quem sabe, um indício de uma conformação de suas frágeis aptidões, ou ainda, uma saída para o “mesmificado” mundo da dança local.

É importante frisar que não importa os motivos que faz alguém escolher essa ou aquela direção. Acredito que ninguém esteja errado por isso. O negócio aqui é fazer uma reflexão sobre o novo comportamento e os componentes motivadores dessas novas escolhas. Trabalhar e se manter artisticamente numa cidade com índices de apoio cultural tão insignificantes, possa ser um fator preponderante para o fenômeno.

Do mesmo modo, não podemos desprezar a inclinação espontânea de certos indivíduos em querer aventurar-se por caminhos múltiplos, sem pretender dedicar-se exclusivamente a uma única vertente da dança. Muitas vezes, alguns nem gostam de serem chamados de passistas, e creio que o façam não propositalmente, mas, imagino que seja uma negação involuntária de uma condição que tenderia a diminuir a sua apreciação como um bom profissional. Até o termo “dançarino popular” tem sumido, optando muitas vezes pela denominação de bailarino. Uma pena, pois vi muitos que estão ai principiando como passistas, e hoje, estando numa situação mais favorável, não demonstram absolutamente nenhum orgulho disso, preferindo a expressão em moda, por achar que a mesma se acomoda melhor ao conceito de um verdadeiro artista e adaptável às novas oportunidades que possam surgir.

Diferentemente de outros, reconheço alguns que têm satisfação imensa em ter nascido no mundo da dança como passista, e mesmo que enveredem por caminhos diferentes, serão sempre ferrenhos defensores a exaltar a natureza da sua origem. 

Enquanto isso, entendo que é cada vez mais inviável construir uma história sólida nas manifestações populares, com artistas em busca de novas experiências e donos de habilidades admiravelmente tão diversas, porém, incapazes de prestar especial dedicação a uma única arte. Consagrar num futuro próximo “mestres da dança” também parece ser uma tarefa quase irrealizável. Em dado momento são “quadrilheiros”, em outro, brincantes de pastoril, atores da encenação da paixão, e assim vão, navegando em cada onda que aparece, até chegar o próximo carnaval.
Eduardo Araújo

2 comentários:

  1. Sim. É a leviandade das autoridades que leve o artista a migrar em várias performance. Existem os que, inconformados com o descaso, desistem e passam a um observador frustado nas artes. hora se identificando hora não encontrando respostas para suas inspirações. Chega a hora em que pensa: "O tempo é outro". Geraldo Silva

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  2. CULTURA - Este problema é grande. Vem de muito tempo. Temos grandes homens, portadores de discursos que chamam atenção das autoridades, mas eles se omitem. A mídia capitalista tem tudo do governo e se nega a responder culturalmente a certas propostas. Um Frevo por dia é a prova do descaso e ate desrespeito às normas estabelecidas. E fica por isto mesmo. Nos anos 50 o FREVO reinava na sociedade, as rádios executavam diariamente seus programas de frevo, geralmente na parte da manhã. Era lindo, o Recife começava o dia ao som de seu ritmo maior. O “FREVO” transitava nas programações normalmente. Com certeza não era por obrigação. Hoje em dia, nem por lei ele é executado. E fica por isto mesmo. Os políticos não querem se indispor com os empresários. Os empresários por sua vez não abrem mãos nas divulgações de qualquer coisa que lhes rendam e lhes façam promoção para o bem ou para o mal, mesmo com prejuízo da cultura local. Na prefeitura do Dr. Roberto Magalhães a Regina Casé em um comercial dizia que o Recife é de todas as farras e todos os ritmos. É só um produtor e um bom dinheiro que a festa é total. – Geraldo Silva.

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