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Um futuro incerto para o carnaval

Com as novas normas implantadas pela Prefeitura do Recife para a realização das prévias e eventos carnavalescos de 2014, este governo poderá criar um fenômeno na cidade: a completa extinção de diversas troças e clubes tradicionais do nosso carnaval. Como eles querem que haja organização e preparativos antecipados se muitas agremiações dependem do retorno de alguns poucos patrocinadores, muitos deles com ajuda financeira irrisória e que chegam de última hora? Como concorrer com agremiações de estrutura maior, de nome, e que podem antecipar seus preparativos?

É quase inviável para quem é pequeno. Porém, pequeno, não quer dizer de menor qualidade, de folia miúda. Como mandar ofícios de solicitação para as entidades como policia militar e Secretaria de Cultura, se ainda não temos certeza dos recursos? Quando aparece a grana, a prefeitura e o comando da Policia DIZEM QUE NÃO ACEITAM MAIS os pedidos porque encerraram os prazos. E os casos excepcionais, como são tratados? Lembrando que nem toda entidade carnavalesca desfila em passarela, e por isso não recebe os recursos da secretaria de cultura, que por sinal são ridículos. Só o Galo da Madrugada e aqueles “Blocos” que não respeitam os nossos ouvidos, com trios elétricos ensurdecedores e que insultam a tradição do nosso carnaval tem respaldo? Concordo que deva existir um controle adequado para os eventos, evitando uma anarquia completa, porém, determinados casos não podem e nem devem ser tratados de forma idêntica. Nem todo mundo faz carnaval para multidão, com bagunça e confusão.

Não devemos colocar o peso dos erros e aborrecimentos de um evento desordenado em toda troça, bloco ou clube que exista na cidade. Quem sofre são os pequenos, porque terão que nivelar sua estrutura num patamar superior, aquém de suas possibilidades. As troças e os pequenos Clubes que viviam pedindo socorro, mendigando para implementar seus carnavais, o que farão agora? Será o fim da festa espontânea, verdadeira e autêntica do povo...
Eduardo Araújo

3 comentários:

  1. É um verdadeiro retrocesso o que estão implantando... Algo "conversado" com meia dúzia de representantes de agremiações, depois contestado por outra meia dúzia de representantes, e uma determinação imposta de forma absurda e completamente alienada com o pensamento e a realidade de quem faz cultura na cidade... Prova de uma gestão insensível, que coloca todos no mesmo saco... Fecha o diálogo, os prazos... Não entendem as especificidades de cada agremiação, seus prazos, um apoio que ainda não fechou, um recurso que está pendente, enfim... Como eu vou enviar um ofício até o dia 17, se até então nem a certeza da saída da minha troça eu tenho??? Um absurdo, uma total falta de respeito e sensibilidade aos que fazem a brincadeira de maneira espontânea... Se continuar assim, a prefeitura vai querer decretar os horários para que os foliões fiquem felizes ou tristes no carnaval, ou as troças, clubes e blocos terão que bater continência, e quem não o fizer, vai ter que pagar multa... Que horror!!!

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  2. Sugestão!!

    http://carnaval.uol.com.br/2014/blocos-de-rua/noticias/2014/01/17/blocos-no-rio-decidem-sair-a-revelia-sem-pedir-autorizacao-a-prefeitura.htm

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  3. Tudo isso e muito mais são planejados preventivamente há muito tempo. Eu ainda criança, lembro muito bem que no mês de setembro já era lançado um disco (LP),com frevos inéditos p/ o carnaval do ano seguinte. Nos dias atuais, quando querem divulgar alguma coisa sobre a música frevo, maliciosamente publicam na semana-pré ou na semana pós-carnaval. E não para por aí não, as agremiações tradicionais há muito tempo vivem sucateadas e mendigando algums centavos de REAL. Fazendo das passarela de apresentação verdadeira UTI, diga-se de passagem do SUS.Enquanto o BLOCO GLOBAL GALO DA MADRUGADA alimenta-se de caviar extraído do pexe esturjão e do Mar Cáspio. Enquanto a massa manipulada pela mídia aglomerando-se como verdadeiras sardinhas de lata. Ai eu pergunto? Isto é cultura popular?!... É não!... É a ganância do lucro fácil a qualquer custo.
    Já os representantes da dança com exceção de meia dúzia, vivem também a mendigar sendo solidários as nossas tradicionais agremiações.Enquanto a meia dúzia comungam com a fartura imposta pelo BLOCO GLOBAL GALO DA MADRUGADA.

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