NAS AULAS DOS GUERREIROS A GRANDE ESTRELA É O FREVO!

Veja algumas imagens e tire suas próprias conclusões.

UNIÃO ENTRE PASSISTAS, É POSSÍVEL?

OPINIÃO. Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo.

A FORÇA DA CAMISA AZUL

Nas aulas do Projeto Frevo na Praça, já foi possível observar que os professores dos Guerreiros do Passo, utilizam nos seus encontros semanais no bairro do Hipódromo...

MAX LEVAY REGISTRA OS GUERREIROS DO PASSO

O pernambucano Max Levay, profissional de reconhecido talento da arte da fotografia, fez um bonito registro dos Guerreiros do Passo no último mês de março. O artista produziu...

FOCO NO APRENDIZADO

Hoje em dia a busca por um melhor condicionamento na arte desenvolvida pelos famosos passistas de frevo, tem levado alguns praticantes a sair por ai pulando de aula em aula...

News - Camisas com a marca do grupo estão à venda por R$20 reais. / Site dos Guerreiros ultrapassa 300 mil visitas. / VOCÊ GOSTOU DO SITE? JÁ PARTICIPOU DE ALGUMA ATIVIDADE NOSSA? TEM ALGUMA SUGESTÃO? COMENTE, MANDE SUA MENSAGEM POR E-MAIL OU PELAS REDES SOCIAIS. DÊ SUA OPINIÃO E NOS AJUDE A APRIMORAR NOSSAS AÇÕES COM O FREVO. CERTAMENTE ISSO NOS AJUDARÁ BASTANTE A ENRIQUECER TODO O TRABALHO. OBRIGADO!

Nas aulas dos Guerreiros a grande estrela é o frevo!

As aulas dos Guerreiros do Passo durante o ano todo já é um acontecimento que transborda em alegria e animação. Mas, nessa época que antecede o carnaval, o espaço utilizado pelo grupo na Praça do Hipódromo fica anda mais exuberante pela forte participação dos passistas e amantes do nosso ritmo maior. Nas quartas e nos sábados, o frevo se torna a grande estrela do lugar, e nesse período ela fica ainda mais intensa e brilhante. Veja algumas imagens desse último sábado (21/01/2017) e tire suas próprias conclusões.

TV Jornal grava reportagem com os Guerreiros do Passo numa noite repleta de passistas e foliões na Praça do Hipódromo

Quem participou nesta última quarta (18/01) da aula dos Guerreiros do Passo no bairro do Hipódromo pôde comprovar de perto o fenômeno de público que o Projeto Frevo na Praça vem proporcionando nesses quase 12 anos de sua fundação. Uma verdadeira festa do povo e do ritmo pernambucano que contamina qualquer pessoa ou curioso que esteja passando pelo local. A TV Jornal/SBT fez uma reportagem das atividades do grupo na ocasião, e registrou a animação contagiante proporcionada pelos bravos de Guerreiros.

Artistas pernabucanos fazem o convite para o público cair no frevo com os Guerreiros do Passo

Dois artistas consagrados da música pernambucana e de talento admiráveis, conclamam os foliões a fazerem parte das aulas de dança do Projeto Frevo na Praça, ação cultural realizada pelo grupo Guerreiros do Passo no bairro do Hipódromo, Recife. O músico e instrumentista Cesar Michiles e o grande compositor Jota Michiles, autor de diversos clássicos do carnaval gravados na voz de Alceu Valença, entram no time de personalidades que recomendam as atividades do grupo. Pai e filho juntos pelo frevo e pelos Guerreiros do Passo!
Evoé!

União entre passistas, é possível?

Opinião.
Foto: Rafaela Cristina.
Fala-se muito da necessidade de ver um dia a tão esperada união entre os passistas de frevo, e que seria até um sonho para alguns assistir a este momento raro na cultura da cidade. Profissionais e amantes do ritmo estando unidos e defendendo em conjunto o seu universo artístico. Seria provável isso acontecer num breve espaço de tempo?
É possível enxergar de fato união entre os dançarinos do gênero quando ainda podemos vê-los emudecidos e inertes ao serem tratados como meros acessórios de adorno nas apresentações, explorados e monopolizados por diversas esferas do poder público, sem receber uma contrapartida justa pelo seu esforço e dedicação?
Será que união significa ir para a mesma festa, dançar juntos, vestir a mesma cor de roupa e se expor sorridente em várias “selfies”? União seria ainda, que todos aceitassem fulano ou sicrano como unanimidades, e que eles deveriam ser escolhidos como os mais novos Mestres do Frevo? Seria isso a coisa mais bem sacada e inteligente já realizada na dança pernambucana, transformar por carência pessoal ou por interesses escusos um instrutor ou passista em mestre popular? Ou seria puro oportunismo?

União é concordar que “o meu frevo é melhor do que o seu”? Que minha opinião e a minha coreografia são as mais modernas, e como tal, devem ser consideradas como as coisas mais criativas e inovadoras já vistas na terra? Ou quem sabe, que aquele espetáculo tão comentado já é ultrapassado e obra de gente velha e saudosista? Passistas que não dão mais de três carpados seguidos não poderão também ser julgados como tal?

União é repudiar expressões como “Chega de pinta”, insinuando homofobia, quando se queria apenas discutir a técnica do passista dentro do seu ambiente profissional? Críticas negativas e maldosas também são sinais do desejo de união?
Por outro lado, quem espera debater seriamente o seu universo artístico com falas substanciais e sem hipocrisia pode ser visto como um chato e desagregador do ritmo?

Pois bem, parece que para que a união aconteça, teríamos que demolir barreiras, entraves mentais, comportamentos egoístas e até preconceitos, baixando a bola de alguns pavões que se acham os verdadeiros “deuses do Olimpo”.

Acredito que quem sugere união não tem qualquer comprometimento com o objetivo exposto, nem hoje, e nem num passado recente, quiçá distante! Me digam uma coisa, união ocorreu quando o Mestre Nascimento do Passo estava à míngua, doente, tendo sofrido três AVCs, e estando abandonado pelos seus mais fiéis discípulos? Alguns deles, inclusive, tendo incriminado-o na justiça sem ter provas e por influências de outrem. União existiu quando o próprio mestre estava precisando de mantimentos básicos e de higiene pessoal, e muitos se negaram a ajudá-lo, e até mesmo a visitá-lo, nem que fosse para abrandar seu sofrimento? Com a exceção, claro, na época, de alguns poucos seguidores que tiveram a hombridade de fornecer o apoio necessário.

Para quem não sabe, grande parte dos passistas de frevo é extremamente individualista e egocentrista, e falo isso não no sentido do movimento e da técnica em dança, mas, do comportamento e ambição profissionais. Diversos deles, por exemplo, entram em grupos e companhias com a intenção apenas de passar um período e depois buscam novas oportunidades em outros espaços. Nada contra, claro, no entanto, existem certos principiantes que têm verdadeira obsessão por aparecer mais do que os seus colegas e por uma ideia fixa de se destacar como "bailarino" conceitual o mais rápido possível.
Outros, participam aqui e acolá de oficinas e "workshops", e logo em seguida, já se transformam em "professores com bagagem e experiência de profissionais capacitados", negligenciando etapas e deixando de lado valores e compromissos que caracterizam o trabalho em grupo que tanto traz contribuição para o frevo. Apoiar esses comportamentos é reflexo de quem deseja união no frevo? São exemplos como estes que enchemos o peito para cobrar união entre os passistas?

União não quer dizer estar colado, coexistindo em ambientes iguais ou com estilos semelhantes, mas, refere-se a um conjunto de falas, ideias e pensamentos comuns, com posicionamentos práticos e equivalentes a posturas sérias e íntegras pela valorização da classe, evitando discutir asneiras, fofocas e bobagens sem tamanho, diminuindo também o exibicionismo barato ao se jogar na frente de uma câmera de televisão, buscando a todo custo chamar a atenção, e tentando mostrar que é o passista mais talentoso, sem ao menos ter assimilado conceitos elementares desta dança.

Cabe a nós, detentores, professores, foliões, carnavalescos e amantes do frevo, lutarmos por menos vaidade e mais respeito. Batalhar para a criação de espaços dignos de atuação, resistindo com afinco para mantermos nossos trabalhos, projetos, e auxiliar aqueles que mais precisam dos nossos ensinamentos e apoio técnico. Sendo valorizados, sem que para isso, tenhamos que vender a nossa honra ao bajular esta ou aquela instituição, este ou aquele representante público de qualquer esfera. Nem tão pouco querer ser aquilo que não somos.

Poderíamos falar de união entre os passistas, ao promover discussões honestas sobre as metodologias e técnicas existentes no frevo, percorrendo caminhos possíveis para o fortalecimento desta arte, e não apenas para colocar no altar esse ou aquele dançarino "presunçoso", ou ainda, salvaguardar num museu aquilo que chama mais atenção da mídia, em detrimento daquilo que realmente precisa ser salvo e deve ser referenciado. Promover iniciativas comprometidas e de responsabilidade, visando as novas gerações de pernambucanos que herdarão o legado de riquezas artísticas e culturais. Cobrando ações efetivas dos poderes públicos, e não fazendo média com políticos com a intenção de angariar algum privilégio ou cargo comissionado na gestão do partido.

União deve acontecer através do estimulo dado aos passistas para seguirem em diversas direções e possibilidades, buscando infinitos resultados. Respeitando as singularidades, as diferenças, os gostos, os gestos e opiniões, porém, sem nunca aceitar a mediocridade como forma de atuação.

Nós dos Guerreiros do Passo, nos colocamos sempre à disposição para debater qualquer questão e temática sobre a dança do frevo. Nossa intenção é, e sempre foi, pensar, avaliar e validar o ritmo dentro de uma esfera artística, e, principalmente, política, porque acreditamos que o frevo não é oba-oba, mera brincadeira ou carnaval somente; é preciso pensar em ações que visem sua estada enquanto produto artístico-cultural, seus meios de produção, divulgação e ressignificação do seu patrimônio artístico imaterial. Fomentando mecanismos de sobrevivência dos seus reais fazedores, não só passistas, mas, todo e qualquer segmento que atue nessa ramificação da cultura pernambucana. Procurar exaltar o passado e a história dos seus precursores, conservando nos dias de hoje e para o futuro, a luta que inspira e mantém acessa a luz de sua existência.
Viva o frevo!

Eduardo Araújo
Radialista, fundador e coordenador dos Guerreiros do Passo

As imagens do retorno dos Guerreiros do Passo em 2017

O primeiro encontro do Projeto Frevo na Praça de 2017 dos Guerreiros do Passo, levou mais uma vez um grande público para o espaço de aulas do grupo no bairro do Hipódromo. Ainda na ocasião, os participantes do projeto tiveram a oportunidade de receber a ilustre visita do Maestro Ademir Araújo, o grande Maestro Formiga, que trouxe uma fala inspiradora e digna de um verdadeiro Mestre do frevo pernambucano.

Vai começar!

O inicio da nova temporada do frevo com os Guerreiros do Passo irá acontecer neste sábado, dia 07 de janeiro, no bairro do Hipódromo, Recife. Será mais um período de preparação visando as prévias e eventos carnavalescos de 2017, e uma excelente oportunidade para deixar o espírito e corpo afinados para a grande festa momesca que se aproxima.
Todos os sábados e quartas o grupo estará à disposição para levar muita descontração, alegria, e claro, muito frevo no pé a todo interessado que deseja participar da maior festa popular do ritmo. Tudo de graça e sem restrições, todos podem fazer parte. O endereço e os horários das aulas são: Praça Tertuliano Feitosa, Rua Fonseca Oliveira S/N, Hipódromo, Recife, nos sábados às 15 horas e quartas às 19 horas.